Declaração da Secretária-Geral do CC do KKE, Aleka Papariga, sobre as eleições em França

24/3/2012
As eleições em França, com os resultados da primeira volta e os que se esperam na segunda volta, oferecem uma lição e confirmam as razões pelas quais o KKE recusa participar numa frente das chamadas forças antimemorando, das chamadas forças de esquerda. Quando um Partido Comunista e o movimento operário incorporam os protestos das massas populares numa aliança das esquerdas que aceita a negociação exclusivamente dentro da União Europeia, o diálogo social com os monopólios, então só pode acontecer o que está a acontecer em França face à segunda volta: levam o povo a votar uma vez no partido liberal e na outra vez na social-democracia; assim se socava e se debilita o radicalismo e se alarga o conservadorismo.
Recordem a segunda volta das eleições francesas, quando todos votaram Chirac para não fortalecer Le Pen. Hoje, a chamada esquerda de França apela ao povo por Hollande para que não ganhe Sarkozy. Assim o movimento será sempre derrotado, sobretudo num período de crise, quando o movimento operário deve movimentar-se para a frente.
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