Documento Conjunto dos Partidos Comunistas e de Trabalhadores dos Países da União Européia
O Encontro dos Chefes de Estado da União Européia, de 21 de fevereiro, sinaliza um novo ataque severo contra a classe trabalhadora e a população da Europa. As resoluções do Encontro, de acordo com a “Estratégia 2020 da UE” que promove e aprofunda a Estratégia de Lisboa, intensifica a política anti-popular da União Européia e dos governos burgueses através de duras medidas contra a classe trabalhadora e o povo. Eles procuram reforçar a lucratividade dos monopólios europeus com a União Européia e a competição do imperialismo internacional.
A estratégia da UE para sair da crise é baseada na imposição de mudanças no sistema de seguridade social, no aumento da idade de aposentadoria e no drástico corte de salários, pensões e benefícios sociais num todo. Esse ataque carrega a estampa das forças liberais e sociais democratas que sustentaram a estratégia do capital em cooperação com a União Européia.
O déficit público e a supervisão das economias em alguns Estados Membros incluindo Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e outros países são usados para intimidar, ideologicamente, o povo trabalhador da Europa.
As companhias transnacionais e os bancos tiveram lucros imensos através da exploração dos trabalhadores e dos subsídios do Estado, ambos antes e durante a crise. Agora eles competem pela partilha do novo empréstimo. Novamente eles jogam a culpa nos trabalhadores, os pobres e as famílias dos pequenos camponeses e nos trabalhadores autônomos através da persuasão e da intimidação.
O espírito de resistência é intensificado entre os trabalhadores europeus que não estão prontos para compartilharem o custo da crise a qual eles não devem suportar pois não são os culpados. Na Grécia, Portugal e outros países, trabalhadores e pequenos e médios agricultores estão protaganizando demonstrações públicas e indo às greves contra as medidas austeras tomadas. Os Partidos Comunistas e de Trabalhadores signatários estão desempenhando um papel protagonista neste movimento, estando na linha de frente da luta de classes.
Os Partidos Comunistas e de Trabalhadores chamam a classe trabalhadora e os povos de cada país a organizarem seus contra-ataques e condenarem os partidos que apóiam a ofensiva anti-popular da UE; para reforçar as fileiras do movimento operário; rejeitarem as alianças que promovem políticas anti-populares e darem uma forte resposta à agressão contra a população exigindo, ao invés disso: emprego pleno e estável com todos os direitos garantidos para todos, aumento substancial de salários, abolição das leis que vão contra o bem estar e o trabalho, redução na idade para aposentadoria e, principalmente, educação, saúde e segurança gratuitas. Trabalhadores podem viver melhor sem os capitalistas; eles produzem o bem estar e, por isso, devem aproveitar isso.
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Os Partido
- Partido dos Trabalhadores da Bélgica
- Partido Comunista Britânico
- Novo Partido Comunista da Inglaterra
- Partido Comunista da Bulgária
- Partido dos Comunistas Búlgaros
- AKEL, Chipre
- Partido Comunista na Dinamarca
- Partido Comunista da Estônia
- Partido Comunista da Finlândia
- Partido Comunista da Grécia
- Partido Comunista dos Trabalhadores Húngaros
- Partido Comunista da Irlanda
- Partido dos Trabalhadores da Irlanda
- Partido dos Italianos Comunistas
- Partido Socialista da Letônia
- Partido Socialista da Lituânia
- Partido Comunista de Luxemburgo
- Partido Comunista de Malta
- Novo Partido Comunista da Holanda
- Partido Comunista da Polônia
- Partido Comunista da Romênia
- Partido Comunista da Eslováquia
- Partido Comunista dos Povos da Espanha
- Partido Comunista da Suécia
Como a Noruega é um membro associado da UE,
Partido Comunista da Noruega também assina o documento.
Outros Partidos
Polo de Renascimento Comunista da França
Tradução: Mariângela Marques
e-mail:cpg@int.kke.gr