Denúncia de novas medidas anticomunistas na Hungria
Nota para a imprensa
O KKE condena as decisões, historicamente incorretas e de provocação grotesca, tomadas pela maioria governamental do Parlamento da Hungria que equiparam os crimes dos fascistas alemães e do Holocausto Judeu com os alegados “crimes do comunismo”. Essas resoluções não hesitam em criminalizar as diferentes análises dos fatos históricos, impondo penalidades de 1 a 3 anos de prisão para qualquer pessoa que ouse negar em público os alegados “crimes” do comunismo.
O governo do partido liberal Fidesz continua em seu curso anticomunista que serve aos interesses da plutocracia húngara, encorajado por ações anticomunistas similares da União Européia, do Conselho e outras organizações imperialistas. Desse modo, ao lado da legislação que torna ilegais os partidos comunistas, acrescentaram a instauração de processos penais contra aqueles que não aceitam a abordagem oficial anticomunista dos fatos históricos.
Essas medidas são provocações contra a própria verdade histórica, uma vez que igualam o socialismo com o Holocausto dos Judeus, embora seja notório que os comunistas desempenharam um papel de liderança na derrota do fascismo e que o Exército Vermelho liberou centenas de milhares de judeus dos campos de concentração nazistas, impedindo, dessa forma, o que seria o seu inevitável extermínio.
O povo húngaro que, como também o povo grego, enfrenta a mesma propaganda de alegada falência de seus países, sabe que o governo prepara novas medidas “de austeridade” contrárias aos direitos dos trabalhadores e do povo. Essa política está intrinsicamente ligada à intensificação do anticomunismo.
Em seus esforços para garantir o seu futuro, a burguesia se volta contra o passado socialista e as contribuições desse sistema e ao mesmo tempo não hesita em abandonar seu falso discurso sobre a “liberdade”, revelando a verdadeira cara da democracia burguesa que nada mais é do que a ditadura dos monopólios.
No entanto, a instauração de processos penais, as proibições implantadas pelos governos e partidos burgueses não conseguirão dar um fim aos movimentos sociais. A época em que vivemos é uma era de transição do capitalismo para o socialismo. O ideário comunista, a luta por um poder estatal diferente do poder burguês, a luta pelo socialismo e pelo comunismo são mais atuais do que nunca. O anticomunismo não passará!
Nós queremos expressar nossa inteira solidariedade ao Partido dos Trabalhadores Húngaros e exigimos o cessar imediato das processos e proibições anticomunistas, bem como a abolição das resoluções contrárias aos movimentos populares e comunistas, no âmbito dos Estados-membros da União Européia.
Seção Internacional do CC do KKE
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Traduzido da versão em inglês.
Tradutor: Humberto Carvalho, militante do Partido Comunista Brasileiro – PCB e membro de seu Comitê Central.
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